quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Jogos Africanos




a nossa estadia em Maputo coincidiu com a realização dos Jogos Africanos. num dos dias assistimos a uma prova de ciclismo, tal como confirmam as fotos.

consta que por causa dos Jogos a cidade estava muito mais limpa. ainda bem, porque ainda assim vimos muitas ruas sujas (nota: as fotografias não têm cheiro, felizmente).

é uma pena, pois a cidade é bonita, tem edifícios com uma arquitectura diferente, mas precisava mesmo de cara lavada: pinturas nos prédios, mais caixotes do lixo, maior frequência na recolha, acções de reciclagem. enfim. mas isto é o ecoponto em mim a dizer o que pensa!

consta que durante os Jogos houve equipas da Nigéria e da Etiópia que desertaram. «Isto é África», dizia-me alguém. é mesmo. e eu gosto de África, só para que conste, sim?

ora vamos lá passear!


colocar a crianças nas costas e pumba. prender com o pano, dar dois nós.


e estamos prontas para a viagem.

por falar em pano, já conhecem o Clube do Pano



Igreja Grega Ortodoxa




esta Igreja é linda de morrer. aqueles tons de azul, laranja... enfim. uma igreja diferente, com muita cor e com uma noção de espiritualidade diferente.

realmente, em Maputo, as igrejas são diferentes e ponto final. um dia destes mostro-vos fotos da Igreja de Santo António de Polana e poderão assegurar-se que falo a mais pura das verdades.

gostei das cores, do espaço. e do passeio que se seguiu à visita a esta igreja que fica... ora bolas. não me lembro do nome da rua. mas sei que se vê a cúpula azul quando se passa na Julius Nyérere, quase a chegar ao princípio da 24 de Julho.

um sítio a visitar e do qual os autores do guia se esqueceram de referir.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

fomos ao teatro.




no teatro de lllllllllá pode comer-se pipocas e beber coca cola como nós fazemos no cinema de cá. ora a peça foi muito divertida, cheia de crítica social e só vos digo que a fila na sessão das 18h30m era muito enorme mesmo!
o dia do teatro foi em cheio: começou com uma visita ao Parque dos Continuadores e uma caminhada até á «baixa» de Maputo, onde encontrámos o Shopping onde almoçamos por 17 eur. os três. sim. comidinha de faca e garfo, por 17 euros.

a melhor coca cola do mundo

 bebe-se em Moçambique :)

domingo, 25 de setembro de 2011

gelado! bom. mas bom!


Gianni. existe um pouco por todo o lado, mas conhecemos esta loja no Polana Shopping. a decoração é muito gira, cheia de cores e com desenhos de crianças (ora, GOSTO muito disso).



em cone ou em copo (e não é um copo de plástico, é um copo de «esferovite» que conserva o gelado bem... gelado!). o preço é de 60 meticais cada bola (se a memória não me falha) e aconselham-se os sabores de fruta. fruta mesmo a sério, ok?

não conheço (ainda) os gelados italianos. sim, ainda não fui a Itália. por isso, até agora, posso dizer que o melhor gelado do mundo está algures em Maputo. são só 10h30m de distância...

Casa Elefante


fica mesmo em frente ao Mercado Municipal, na Av. 25 de Setembro (se a memória não me falha). é uma retrosaria já com alguns anos em Maputo. tantos que uma amiga de mamãe, que tem uma retrosaria na Amadora e que é moçambicana já trabalhou lá. e isto já foi há uns anos valentes. quando mamãe disse: «sabe, vou a Maputo», a senhora pediu-nos que fossemos ver se a loja ainda existia. e trouxemos registos fotográficos.


a loja é uma perdição: capulanas a montes, todas lindas e fantásticas e maravilhosas. quanto mais se olha, pior. dá vontade de trazer todas e mais algumas. o preço é á unidade, e varia entre os 100 e os 2000 meticais.  mas perguntam-me vocês: o que é uma capulana? eis a resposta:




e esta capulana tão lady bug? tinha que ser minha, pois claro!




sábado, 24 de setembro de 2011

ainda no Museu de História Natural. aconteceu.


o amor. à 1ª vista.

a aventura


tudo começou no facebook. uma professora de Filosofia da Escola Portuguesa de Moçambique tropeçou no meu projecto de Filosofia para Crianças e enviou-me uma mensagem através daquela rede, perguntando se eu não estaria interessada em ir até à Escola dar formação aos professores. eu olhei com atenção.

Maputo?

nesse dia estava de partida para a Madeira, para dar formação. comento com os bradas cá de casa: «então e se fossemos a Maputo?». e eles alinharam imediatamente.
enviei proposta de formação, cv e acertamos pormenores formais. em Abril a data foi fechada e os bilhetes foram comprados. a aventura estava definitivamente em curso.
nem mesmo o síndrome vertiginoso que me apareceu do nada em Maio me fez recuar. nós íamos a Moçambique e ponto final. e fomos. carimbamos o nosso passaporte, a três.






feira no Parque dos Continuadores


uma espécie de Mercado do Pau que acontece todos os dias no Parque dos Continuadores. por lá pode comprar-se de tudo um pouco e há alguns fins de semana em que há comidinha boa para degustar os sabores de Moçambique e não só. 

consta que este espaço se encontrava degradado e que foi recuperado de forma a acolher os vendedores de rua e proporcionar a todos um local agradável, para passear com as crianças e fazer algumas compras.



as Marias Franciscas lá do sítio são assim. compra-se uma Chica destas por 250, 300 ou 375 meticais. acham muito? ora se um euro vale cerca de 40 meticais... façam as contas!


o almoço foi caril de camarão com beringela e arroz de legumes. a bebida foi Coca Cola (a melhor Coca Cola do mundo bebe-se em Moçambique, ok?). houve quem experimentasse pela primeira vez os encantos da Laurentina Preta, bebida à qual me rendi durante a estadia em Maputo.



sobremesa? claro, tudo a que temos direito. este doce foi comparada à sericaia do Alentejo, mas é no fundo uma especialidade indiana. e era muito muito bom! chama-se bebinca (obrigada Nanda!)


após 5h de formação, confesso foi muito agradável esta tarde na Feira. vi muito artesanato e conheci alguns vendedores simpáticos. claro, todos querem vender. mas têm sempre um bom dia ou boa tarde para nos brindar.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Museu de História Natural


o edíficio é muito bonito. nos jardins encontramos murais de Malangatana, bem como algumas espécies raras. como estas duas que se seguem:


o Museu fica perto do Hotel Cardoso e do Jardim dos Professores. a entrada custa apenas 50 meticais por pessoa (é mesmo muito pouco, acreditem). a exposição é muito rica e conta com a única colecção de fetos de elefante do mundo. a não perder, mesmo! (não pela exposição dos fetos, mas por tudo mais que podem por lá encontrar!)


num dos últimos dias de estadia ainda voltamos a este Museu, para tirar algumas fotos aos jardins exteriores.


companhia indispensável em Maputo


este guia é fabuloso e deu-nos dicas preciosas, para além de conter um mapa muitíssimo útil. a cidade não é nada complicada, tem uma série de avenidas principais que a atravessam de uma ponta à outra e é impossível perdermo-nos por lá.
mas o guia permitiu-nos escolher o que queríamos ver, traçar alguns passeios antecipadamente e sobretudo saber o que devíamos evitar. é verdade, há ruas e locais que não convém de todo visitar a certas e determinadas horas. apesar disso, eu e mamãe fomos as duas ao Mercado  Municipal, sem companhia de locais e não nos aconteceu nada. sim, convém ter cuidado com a mala, pois os espaços entre as bancas são estreitos e sobretudo não manusear dinheiro, em elevadas quantidades, à vista. a ocasião faz o ladrão. mas isso acontece aqui (em Lisboa) ou em Maputo, ou em Nova Iorque.


outra das companhias absolutamente imprescindíveis é a garrafa de água. não é aconselhável beber água da torneira e ainda que na consulta do viajante tenham referido que não convinha lavar os dentes com essa água, confesso que o fiz sem problemas nem desarranjos intestinais.

(mas o que vale MESMO a pena beber em Maputo é a coca cola e a laurentina. mas disso falarei um dia destes...)

domingo, 18 de setembro de 2011

evitar a mosquitada: como?


Na Consulta do Viajante ninguém nos fala deste «segredo» que nos protege da malária: o quinino, que está presente na água tónica. Mas é assim que muitos dos locais se protegem, pois os medicamentos que nos prescrevem na Consulta não podem ser tomados a toda a hora (os locais não têm meios nem estômago para isso). Tomar água tónica 3x por semana é a recomendação que nos deram. Assim fizemos, mas o facto é que já tínhamos iniciado a medicação recomendada (devido ao síndrome vertiginoso, eu e mamãe tivémos que adquirir um medicamento que custa cerca de 47 euros cada embalagem. e tivemos que comprar 4!).
Quanto ao repelente, confesso que andava sempre com ele na mala e coloquei apenas nas noites mais quentes, na chamada hora do mosquito. Mas não me recordo de ter sido picada. 

#carregaBenfica em Maputo


um chapa a caminho do bairro de Benfica!


nosso Jesus a falar (e a encantar) na televisão da Cristal (na Av. 24 de Julho)


e nos jornais. Benfica em todó lado! YEAH! Maningue fixe!

missão: destabilizar o continente africano


ready? set? GO!



(é o melhor amendoim do mundo)


Muito cansaço após 10h e picos de vôo. Viajámos pela LAM e fomos muito bem atendidos durante o meio dia que passámos algures no ar. Apesar das peripécias de uma avó e de um neto e de uma refeição vegetariana que continha frango, levantamos e aterramos na perfeição. YEAH! (sem vertigens!)

Villa das Mangas

Aterrar em Maputo às 6h e picos da manhã e não ter quarto para descansar é dose. É mesmo MUITO duro. Após alguns desentendimentos e entendimentos sobre a reserva, conseguimos entrar nos quartos pelas 11h. A relação com o hotel Villa das Mangas não começou da melhor forma, é um facto. Depois de finalmente perceberem que a reserva era «quarto single + quarto duplo», lá nos encaminharam para os quartos. Mas para o nosso espanto, um dos quartos ficava na Villa, o outro ficava num 1º andar do prédio em frente, do outro lado da Av. 24 de Julho. Para ajudar, o autoclismo não funcionava nesse quarto e a divisória da casa de banho era... transparente. Ou seja, enquanto eu tomava banho, a outra pessoa que estava no quarto podia apreciar esse momento, sentada confortavelmente na sua cama. «Oh Joana, esqueceste de lavar aí atrás nas orelhas»
Pedimos que a situação fosse revista, o que aconteceu por volta das 16h e picos, quando regressámos ao hotel. Os quartos onde ficamos durante os 10 dias de estadia em terras de Maputo eram todos no interior da Villa das Mangas e tinham casas de banho quase perfeitas: faltava só a cortina na banheira.
Tomar um duche sem cortina na banheira e sem espalhar a água pelo chão do wc foi o desafio que aceitámos. O que me espanta é que os proprietários são portugueses e recebem muitos portugueses no seu hotel; e para o português típico a noção de cortina na banheira é uma coisa que nos assiste bué. Concordam?

Nota muito positiva para o Hotel Villa das Mangas: os empregados eram (e são) 5 estrelas.
O pequeno almoço é variado, mas como em todo o lado, quanto mais cedo aparecemos para «matabichar», melhor. Podemos sempre pedir às meninas que nos preparem torradas, tragam alguma fruta que não esteja no «buffet» ou outra coisa que seja do nosso agrado.



sábado, 17 de setembro de 2011

nós estivemos aqui. sim, nós. três bradas.


e vamos partilhar convosco (quase) tudo sobre uma aventura em terras de Moçambique, mais concretamente em Maputo, que envolveu filosofia, chapéus às cores, mamãe, manu lindu, amigos que se conhecem e outros que se trazem na mala de viagem, junto ao coração.